Desvios de R$ 100 milhões: Criminosos se passam por funcionários do INSS para roubar senhas

  • 25/02/2026
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Desvios de R$ 100 milhões: Criminosos se passam por funcionários do INSS para roubar senhas

Atualizado às 14hs38min. - Por FM Educativa

Operação prende 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular; esquema pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu na última terça-feira (24) 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular. Um esquema que pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões.

O vídeo apreendido pela polícia mostra uma fraude em tempo real.

Veja o vídeo

“Aperte ‘instalar’ agora. Agora está iniciando a instalação do aplicativo do INSS do senhor”.

O golpista se passa por funcionário do INSS. Ele alega que precisa fazer uma atualização cadastral, convence a vítima a instalar um programa no celular e, em segundos, consegue acesso remoto ao aparelho onde estavam senhas e aplicativos de bancos.

Um dos suspeitos de chefiar o esquema é João Vitor Guido, conhecido como MC Negão Original. Em um vídeo de setembro de 2025, ele e outros homens aparecem dentro de uma van exibindo revólveres e pistolas, enquanto entravam no condomínio onde ele mora. Segundo o Ministério Público, o músico usou empresas de fachada para movimentar R$ 20 milhões em um ano. Ele também cometia golpes com apostas virtuais.

“Ele atuava por meio de uma bet clandestina, induzindo seus fãs e seguidores em redes sociais a jogarem. Era desenvolvida apenas para que a banca ganhasse”, afirma o delegado Fernando Santiago.

Policiais foram ao condomínio onde João Vitor mora, em Arujá, na Grande São Paulo. Ele não foi encontrado e é considerado foragido.

Segundo a investigação, as centrais de golpes funcionavam dentro de apartamentos de alto padrão na Zona Leste de São Paulo. O dinheiro das vítimas ia para uma fintech, uma empresa de tecnologia de serviços financeiros. Depois, era distribuído em dezenas de contas de “laranjas”. Um dos suspeitos de fazer parte da quadrilha se declarava mecânico e circulava em um carro esportivo avaliado em R$ 3 milhões.

Na operação desta terça-feira (24), a polícia cumpriu 120 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A Justiça ainda determinou o bloqueio de bens de 59 pessoas e 27 empresas. O objetivo das autoridades, agora, é rastrear e recuperar o dinheiro das vítimas.

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Fonte: G1
Por Jornal Nacional

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